Nem todo mundo precisa do Stories para comunicar


FOTO: CRISTINA ZARAGOZA/UNSPLASH




Estamos saturados de saber a importância do engajamento nas redes sociais. Conseguimos engajar pessoas quando provocamos um comentário, conseguimos um like, motivamos o seguidor a compartilhar, salvar nosso post ou melhor ainda, enviar uma mensagem espontânea via direct. Quando alguém reage a uma postagem, seja qual for a rede social, engaja conosco. Afinal, o propósito original das redes sociais é socializar.


No mundo digitalizado em que aproveitamos as redes para atingir mais pessoas por meio dos nossos posts, há objetivos (estratégicos sim, porém nem sempre conscientes) bem específicos: visibilidade para gerar referência, importância, autoridade; identificação e empatia para gerar vendas de produtos ou serviços; presença enquanto marca institucional.


Sabe-se também que tudo o que publicamos nas redes é conteúdo. O problema é a qualidade deste conteúdo quando o propósito de alguém estar nas redes sociais, além de socializar, é prospectar e vender. Afirmo isso porque tive clientes que não sabiam como produzir o próprio conteúdo em termos de assunto, frequência, linguagem clara e objetiva para atingir o cliente que escolheram como público-alvo.


Terceirizar esta produção de conteúdo é algo comum. Porém, com baixa taxa de engajamento porque o público percebe quando é a pessoa que publica e quando não é. Ou seja, o seguidor não é bobo.


"Então, o que fazer quando a pessoa não tem talento para publicar nas redes sociais conteúdos interessantes que motivem seus potenciais clientes a comprar o que têm a vender?"

As pessoas são diferentes umas das outras, certo? Não podemos esperar que todos tenham talento para fazer Stories, IGTV, ou consigam com frequência mais de 3 mil visualizações em posts no LinkedIn.


Reconhecer e aceitar habilidades e limitações é o primeiro passo. Tenho uma cliente que tem uma network gigante e um talento incrível para comunicar pessoalmente. Ela chama a atenção quando fala do trabalho que desenvolve. Porém, não consegue reverter conteúdo de vídeo em clientes. Além de sentir-se desconfortável, tem dificuldades para produzir conteúdo. Ao reconsiderarmos a estratégia de marketing e comunicação com o objetivo de prospectar, chegamos à conclusão que ela pode apostar na promoção de eventos em que possa falar sobre a relevância do trabalho que desenvolve, estimular a network entre os participantes e prospectar potenciais clientes.


Há quem aproveite o carisma que tem para estabelecer contatos via mensagens diretas nas redes com pessoas que já conhece. Ou seja, cada pessoa, com seu perfil, tem um jeito próprio para comunicar e atingir diretamente o público-alvo. Em todos os casos, o bom conteúdo é essencial para gerar a percepção de valor. E olha que não estou me referindo a preço.


Esqueça, então, que para bombar nas redes é preciso fazer o que a maioria faz. Não existe regra. O modelo ideal para cada um depende do quanto cada um sente-se confortável ao comunicar aproveitando o talento e a habilidade que tem.







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