O poder de influência digital é de quem é verdadeiro e das pequenas redes

Atualizado: 21 de Jun de 2019



As ferramentas de comunicação digitais (sites e redes sociais) proporcionam a todos um canal de comunicação personalizado. Considero esta uma das importantes revoluções da última década. Todos têm acesso a um canal em vídeo pelo YouTube, Stories ou IGTV do Instagram, e estes canais da vida real já ganham uma importante fatia de mercado. Sendo assim, tecnicamente todos os perfis criados em redes sociais têm potencial para serem influencers digitais.

Há seis meses falava-se do poder dos microinfluencers. Aqueles perfis que têm menos de 20 mil seguidores já eram percebidos como potenciais influenciadores de uma fatia de mercado localizado muito valorizado pelas marcas.

Percebeu-se que uma marca que investe em quem tem menos seguidores e um grande poder de engajamento pode ser muito, mas muito mais negócio do que pagar para um mega influencer divulgar seu produto ou serviço.


O novo do novo

Pois agora as empresas, as agências, o marketing estão de olho nos nano influenciadores. Pefis que têm, um mil, dois mil, três mil seguidores super engajados. E o mercado estuda como identificara autenticidade dos números e a real influência dessas pérolas num oceano tão vasto e segmentado que são as redes sociais.

Você, até aqui, deve estar imaginando se tem potencial para ser um nano ou micro influencer, não? Se foi o que pensou, a resposta é sim. Mas calma. É preciso saber posicionar, destacar a marca pessoal nesse universo digital.


Humanização das marcas

Humanos gostam de humanos. Têm curiosidade, vaidade, histórias, conteúdo. Também têm um enorme poder de conexão, mas a maioria ainda não percebeu que o propósito da rede social (e o nome é autoexplicativo…) serve para conectar pessoas. Pois bem, a maioria simplesmente respira nas redes. Só olha. Interage muito pouco com medo da exposição, da crítica e da auto-imagem.

Só pra lembrar, cada indivíduo vivo na Terra têm um DNA diferente. É único. Ok?

Sendo assim, cada um têm um conjunto de características, bagagem pessoal e profissional e uma trajetória única. Ao aplicar esse conjunto chamado “marca pessoal” aliado a um objetivo como, por exemplo, querer ser referência naquilo que domina, o resultado será, invariavelmente, ser reconhecido como referência e autoridade no assunto. Como? Com o uso da estratégia e do gerenciamento da imagem de marca nas relações presenciais e digitais.


Do batido Storytelling para o Truthelling

Vai influenciar, mesmo que esta não seja a intenção, quem mostrar-se autêntico, real, transparente. Ou seja, agir com verdade tem um enorme poder de empatia, de engajamento, e de influência porque somos humanos e imperfeitos. Quando percebo que a pessoa que sigo expõe situações semelhantes às que enfrento, me identifico ainda mais com ela. Cada post conta uma história, mesmo sem legenda. A história de cada um, engaja. Mas a verdade de cada um desperta admiração e um laço quase indissolúvel: são as lovebrands.


Além da verdade, o valor social

Marcas pessoais influentes, poderosas, vão muito além do esteticamente perfeito. Valores pessoais quando combinados com valores de parceiros e empresas, dão match que podem identificar e agregar valor ao perfil pessoal. O valor da marca pessoal será percebido pelo que a pessoa entrega com seu trabalho e pelo que mostra em suas redes com verdade, utilidade e informação.

A egotrip tão perfeita quanto chata pode, ainda bem, estar com o tempo contado.


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Luciane Bemfica é jornalista, especialista em desenvolvimento, gestão e posicionamento de marcas pessoais para profissionais autônomos, corporativos e empreendedores.

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